Uma determinação do Diretor Municipal de Administração da Prefeitura de Cajamar está dando o que falar nas redes sociais. O aviso para ‘não alimentar animais de rua’ foi distribuído à todos os departamentos, divisões e setores da Prefeitura. Agora nenhum servidor público pode alimentar ou dar qualquer outro tipo de acolhimento a animais no local.

Na notificação, o Diretor Márcio Aparecido dos Santos considerou que houve diversos problemas quanto à manutenção da limpeza do Paço Municipal devido a alimentação de animais e também a “possibilidade de reincidência de ataque às pessoas que aqui [Prefeitura] frequentam.”

E se caso o servidor não respeitar a ordem do diretor isso pode acarretar ao agente público sua exoneração apenado com as determinações da Lei Complementar 064/2005. A notificação foi distribuída na semana passada.

Até o fechamento desta reportagem a Prefeitura de Cajamar não se manifestou sobre a decisão do Diretor. Veja na íntegra a mensagem enviada aos servidores públicos:

Críticas

Muitos internautas criticaram a posição do Diretor Municipal de Administração em proibir a alimentação de animais dentro e em torno da Prefeitura de Cajamar. O morador Claudio Dall comentou que “outras Prefeituras tratam de acolher diversos cachorros e outros animais, mas em Cajamar proíbe até que funcionários os alimentem.”

A protetora dos animais de Cajamar, Léia Moreira, também expôs sua opinião. “Avise a senhora prefeita Dalete e o seu comissionado Márcio Aparecido dos Santos que os cães que moram no Pátio da Prefeitura de Cajamar estão lá mais tempo do que eles. Antes de proibir de alimentar os cães faça um projeto de lei onde estes sejam encaminhados para um lugar que fiquem bem e seguro’, disse Léia nas redes sociais.

Na Alesp é bem diferente

Ao contrário do que foi feito em Cajamar, a Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo tem uma mascote criada por funcionários. A cachorrinha “Nina’ mora na Alesp há dois anos e ganhou além de afagos diários, cama, coleira, e potes que estão sempre cheios de água e comida. Ela é a terceira cachorrinha a fazer morada no parlamento paulista e ser acolhida pelos funcionários da Casa.

A adoção foi coletiva, mas Victorina é quem assume a maior parte dos cuidados com a alimentação e saúde dos animais. A aposentada segue diariamente na Alesp, mas hoje atua na Associação dos Aposentados e Pensionistas da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (ASPAL).

Ela leva para consultas no veterinário e financia a comida de Nina, que desde a fatídica castração, deixou de comer ração e só aceita refeição caseira: arroz com frango.


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