Após uma grande polêmica no aumento do IPTU de 2018, a Prefeitura de Cajamar explica sobre os imóveis que tiveram aumento superior que o 2,59%, correspondente ao IPCA do período. Segundo a administração, houve uma atualização nas áreas construídas, mostrando que alguns imóveis foram aumentados. Em muitos casos, o recadastro revelou áreas construídas que nem haviam registros anteriormente, além de alteração do padrão da construção. Esse recadastramento não era feito há mais de uma década.

“Quando o cidadão decide construir ou mesmo ampliar, deve informar a prefeitura para que esta aprove o projeto e atualize o cadastro. Infelizmente isso acontece com raridade”, afirmou o diretor da Fazenda, Ronaldo Giron.

Segundo ele, a partir de 2016 foi realizado um trabalho de recadastramento dos imóveis do município, ou seja, funcionários da empresa contratada pela Prefeitura, através de processo licitatório, o Consórcio Base Milênio, visitaram os imóveis e, juntamente, com a visitação in loco, a utilização de ferramentas como fotos aéreas ortorretificadas, concluíram o recadastramento produzindo além das fotos aéreas, fotos da fachada e croqui dos imóveis. Esse trabalho foi concluído em abril de 2017 e os dados inseridos no sistema surtiram efeito a partir de 2018.

A Prefeitura de Cajamar também informou que somente nas duas primeiras semanas de Janeiro cerca de dois mil moradores procuraram o Setor de Tributação, na Diretoria da Fazenda, para contestar os valores abusivos cobrados no IPTU 2018 que apresentaram até 100% de aumento em relação a 2017. Segundo a atual gestão, esses 2.000 contribuintes foram prontamente atendidos e, após explicação, com as fotos dos imóveis e croquis das áreas, 350 entraram com pedido de revisão por não concordarem, mas 80% já foram indeferidos e os cidadãos estão entrando com ações na Justiça para não pagar.


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