Em Cajamar, o imposto pago pela população já chegou a mais de R$ 126 milhões, sendo aproximadamente R$ 24,8 milhões a mais que a arrecadação total do ano passado, que foi em mais de R$ 102 milhões. As informações são do “Impostômetro” da Associação Comercial de São Paulo (ACSP).

O valor pago pelos brasileiros em impostos até está quarta-feira (28) já estava em mais de R$ 2,1 trilhões. Esta é a primeira vez que o valor é alcançado. Entre os produtos com maior taxa de tributos estão as bebidas, os combustíveis e os importados.

Uma pesquisa da ACSP também revela que, de uma lista de itens típicos desta época, as bebidas alcoólicas são campeãs no quesito carga tributária. Em um vinho importado, por exemplo, o brasileiro paga 69,73% só de impostos. Também chamam a atenção as cargas do espumante (59,49%), da cerveja (55,6%) e do vinho nacional (54,73%).

Carlos Fernandes é gerente de um supermercado, no Bairro de Jordanésia, e conta que uma das saídas para conseguir manter os preços mais acessíveis é negociar os valores com as importadoras, pois caso fossem fazer a compra direta, o valor poderia ser muito alto e inviável.

A ferramenta é uma projeção criada há sete anos com o objetivo de conscientizar o cidadão sobre a alta carga tributária do país e incentivar a cobrança para que os governos ofereçam serviços públicos de qualidade. O painel do Impostômetro fica na Rua Boa Vista, centro da capital paulista.

Impostômetro brasileiro

Para o dia 31 de dezembro, a estimativa é que a marca brasileira chegue a R$ 2,170 trilhões – o que representa elevação de 8,4% em relação à arrecadação total de 2016, quando o painel marcou R$ 2,004 trilhões.

“O que mais contribuiu para esse aumento de um ano para o outro foi a retomada da atividade econômica, principalmente do setor industrial, que, quando está em expansão, recolhe mais tributos”, explicou Alencar Burti, presidente da ACSP e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp).

Ainda segundo Burti, há outros dois fatores para o resultado de 2017: a elevação de alíquotas no primeiro semestre deste ano e a inflação.

“Quando os produtos e serviços ficam mais caros, o valor arrecadado em imposto também cresce. Mesmo com recuos em 2017, a inflação ainda está em patamar elevado. A mordida maior do Leão afasta a necessidade de aumentos ou recriação de impostos e reforça a urgência de se administrar melhor os gastos”, finalizou.


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