A expansão parece estar só começando (Foto: Reprodução)

A Amazon começou a vender produtos eletrônicos no Brasil à 0h desta quarta (18), derrubando as ações dos concorrentes na Bolsa e utilizando uma estratégia que é baseada em uma de suas principais vantagens competitivas: muito dinheiro em caixa.

Qualquer marca, loja ou mesmo pessoas físicas podem se cadastrar no sistema de marketplace, usado pela Amazon, para vender seus produtos. Ao menos por enquanto, são permitidos apenas eletrônicos — celulares, videogames, televisões, acessórios etc. —, mas a empresa não descarta expandir para outros ramos.

A fim de se tornar mais atraente para quem quer vender, a Amazon cobra uma taxa menor que seus concorrentes (10% sobre o preço, contra de 12% a 15%, nas outras empresas) e financia as vendas — o comprador pode pagar qualquer produto a prazo, em até 10 vezes, mas o vendedor recebe o valor total, à vista, da própria Amazon.

As medidas requerem dinheiro em caixa. Em 2016, o lucro líquido da Amazon foi de US$ 2,37 bilhões, o maior de sua história.

Cajamar
Um documento registrado pela Amazon na Junta Comercial, em julho, mostra que a empresa comprou um imóvel em Cajamar. Boa parte das vagas abertas na empresa são na área de tecnologia da informação, e os funcionários trabalharão em Cajamar. A informação foi divulgada no site Buzzfeed, empresa norte-americana de mídia de notícias.

Essas informações sugerem que os planos podem incluir uma expansão dos serviços da Amazon Web Services — que é líder mundial em soluções na nuvem e está disponível no Brasil desde 2011 —, área mais lucrativa da empresa.

A Amazon não confirma nem nega. Questionado sobre o assunto, Alex Szapiro, principal executivo da Amazon no Brasil, em entrevista ao BuzzFeed News desconversa: “Sobre estratégia a gente acaba não comentando.”


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