TJ-SP decidiu que Toninho Ribas terá que ficar preso até seu julgamento (Foto: Reprodução/Facebook)

A defesa do ex-prefeito de Cajamar, Antônio Oliveira Ribas de Andrade, mais conhecido como Toninho Ribas, sofreu mais uma derrota na última segunda-feira (19). O pedido de liberdade provisória do marido da atual prefeita foi negado pela terceira vez consecutiva.

A decisão, que foi votada pela maioria dos do colegiado do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), determina que ex-prefeito continue preso. Para a procuradoria, Toninho Ribas, que é réu no processo, deve permanecer em regime fechado por ser considerado “uma ameaça para o andamento das investigações”.

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O ex-prefeito está preso desde o dia 27 de abril na Penitenciária Doutor Jose Augusto Cesar Salgado de Tremembé II, na cidade de Tremembé (SP). A Justiça também decidiu que Toninho ficará preso até a data do seu julgamento, marcado para o dia 27 do próximo mês. O julgamento será realizado às 13h00 na 2ª Vara Criminal da Comarca de Jundiaí com a presença de Toninho Ribas.

Na audiência serão ouvidas também as testemunhas, como a atual prefeita de Cajamar e esposa do ex-prefeito, Paula Ribas. Esse dia será decisivo para o réu, que poderá ser condenado ou absolvido. Os crimes cometidos por outras pessoas ou pelos filhos do casal serão analisados separadamente.

Acusações

O ex-prefeito é denunciado pela pratica dos crimes previstos no artigo nº 288, artigo nº 333 e no artigo nº 328, por 27 vezes. Ele também responde por suposta entrega de cargos comissionados a vereadores e familiares, inauguração de obras inacabadas, favorecimento na presidência do Legislativo e pagamento de votos em troca de tratamentos dentários.

O caso

O juiz Clóvis Elias Thamê, da 2ª Vara Criminal de Jundiaí, entendeu que o Ministério Público tinha indícios suficientes para pedir a prisão preventiva dos investigados e assim evitar a destruição de provas de crimes contra a administração pública e a pratica de novas infrações.

O processo corre em segredo de Justiça e fontes garantem que a ordem de prisão ocorreu após grampos telefônicos nas linhas utilizadas pela família de Toninho Ribas. A Policia Federal tem colaborado com as operações da Justiça.


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