A praça Monsenhor Hamilton José Bianchi ao lado da Paróquia São Paulo Apóstolo, em Jordanésia, se transformou em ponto de encontro dos jogadores. (Foto: Kauãn Sousa/ Diário Cajamarense)

Desde a primeira quarta-feira de agosto (3), que chegou ao Brasil, uma “febre” que já vem dominando a cabeça de jovens do mundo inteiro. O Pokemon Go, que está disponível para celulares com sistema Android e também para iPhone, que opera no sistema IOS, já está se tornando mania nas praças de Cajamar.

Os cajamarenses não perderam tempo e baixaram o mais novo aplicativo do momento, que já motivou toda a galera. Os monstrinhos de bolso estão levando homens, mulheres e crianças de todas as idades, ao delírio.

No inicio da tarde deste sábado (13), dezenas de jovens andavam de um lado para o outro da principal praça da cidade, Monsenhor Hamilton José Bianchi ao lado da Paróquia São Paulo Apóstolo, em Jordanésia, capturando os monstrinhos. Alguns se agrupavam sentados, mas sem tirar os olhos da tela do celular.

O game usa a realidade aumentada para inserir os famosos Pokémons na vida real – os jogadores devem seguir a jornada de um treinador Pokémon e capturar os monstrinhos espalhados pelo mundo.

Juan Santos, que declarou fazer parte da geração “Y”, disse que o aplicativo não está interferindo em nada na sua vida social. “Eu malho, estudo, trabalho, faço tudo isso e garanto que levo uma vida normal!” Destaca o jovem.

Outro que rebate as críticas é o jovem Guilherme Melo. Ele disse que as pessoas não atentam para o lado bom do game. Segundo ele, a galera comenta que essa é mais uma forma de alienação, como foi no caso de outros games, como o Xbox e o Playstation, onde não se fazia mais nada a não ser jogar.

Guilherme garante que o Pokémon Go além de ser mais interativo, tem o poder de tirar os jovens do sedentarismo. Ele revela ainda, que por ser um jogo inovador, o primeiro da linha de realidade aumentada, leva as pessoas a saírem para a rua, na tentativa de cumprir as metas pré-estabelecidas pelo aplicativo. “Não há uma grande variedade, apenas muitos Zubat e Spearow, mas a estratégia é compreensível: forçar os jogadores a vasculharem distâncias maiores em busca de criaturas mais raras”, concluiu ele.

RECLAMAÇÕES

Os jogadores cajamarenses reclamam da falta de ginásios e pokéstops, o que dificulta, e muito, o avanço no jogo.

Os pokéstops fornecem itens essenciais, como as pokébolas, usadas para capturar os pokémons. No início, os jogadores recebem 50 delas, mas se acabarem e não forem coletadas no pokéstops, é preciso usar dinheiro para comprar um novo lote.

Andando pela cidade, a equipe do Diário Cajamarense encontrou apenas três pokéstops, sendo um na Paróquia São Paulo Apóstolo em Jordanésia, e outros dois em torno da empresa Natura, na altura do km 30,5 da Rodovia Anhanguera. Já os ginásios, onde acontecem as batalhas com outros jogadores, foi encontrado apenas um, sendo também na sede da empresa.


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