O japonês da PF

Já passou dos 40 tem maior chance de morrer em decorrência das doenças do aparelho circulatório

Ricardo Rodrigues/eCAJAMAR – redacao@ecajamar.com.br – WhatsApp (11) 99901-5431

As doenças cardíacas, os acidentes e a violência são as principais causas de morte na região Metropolitana de São Paulo, que inclui Cajamar e cidades vizinhas. Mas a forma como as pessoas morrem está ligada, diretamente, à faixa etária.

Segundo dados divulgados ontem pela Fundação Seade (Sistema Estadual de Análise de Dados), quem já passou dos 40 tem maior chance de morrer em decorrência das doenças do aparelho circulatório – que atingem principalmente o coração.

Essa é causa 161,6 óbitos a cada 100 mil habitantes na faixa entre 40 a 59 anos, e que sobe para 1239,2 mortes a cada 100 mil habitantes entre aqueles que tem 60 anos ou mais. Já as chamadas causas externas, que envolvem a violência e os acidentes, fazem mais vítimas fatais entre os mais jovens.

Elas somam 8 óbitos a cada 100 mil habitantes na faixa entre 1 e 14 anos e sobem para 65,1 mortes a cada 100 mil habitantes entre a população com idade de 15 a 39 anos. Esses números são bem próximos da média estadual. Para as crianças entre 1 e 14 anos, as mortes por causas externas concentram 25% do total.

Já para a população de 15 a 39 anos, esse índice sobe para 50%. Entre 40 e 59 anos as doenças do aparelho circulatório passam a dominar, com 28%, e na faixa de 60 anos e mais este grupo de doenças aumenta sua frequência para 34%. A pesquisa, que reúne dados até 2014, também revela que a expectativa de vida dos moradores da Grande São Paulo é de, atualmente, 75,5 anos, número um pouco superior à média estadual, de 75,4 anos.

O levantamento aponta ainda que em todo o Estado de São Paulo, entre 2000 e 2014, a duração de vida média da população residente aumentou 3,9 anos. Em 2000, seus habitantes apresentavam esperança de vida ao nascer de 71,5 anos e, em 2014, esse indicador avançou para 75,4 anos.

As maiores expectativas de vida ao nascer foram observadas nas regiões de São José do Rio Preto (76,1 anos), Ribeirão Preto (76,0), Franca (75,9) e Campinas (75,9), e as menores nas regiões de Santos (74,0 anos), Itapeva (74,0) e Registro (74,6). A diferença entre maior e menor nível regional é de 2,1 anos de vida média.


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