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Reportagem: Rose Santana/PO – REDE CAJAMAR DE COMUNICAÇÃO

No início da noite desta terça-feira, dia 1,  o vereador e presidente da Câmara de Embu das Artes, Ney Santos (PSC), conseguiu uma liminar que o manterá no cargo até o julgamento final do processo de cassação por suposta compra de votos na eleição de 2012.

Santos conseguiu reverter a decisão do juiz Eleitoral municipal Gustavo Sauaia Romero, que solicitou na manhã desta terça-feira, o afastamento imediato do presidente da Casa.

O magistrado agendou para a próxima segunda-feira, dia 7, às 15h, a retotalização dos votos de vereador na cidade na eleição do ano de 2012. Procurada, a Câmara de Vereadores de Embu das Artes, informou que recebeu a notificação nesta terça-feira, porém o presidente não havia sido notificado porque não esteve na Casa.

Na última semana, Ney Santos usou seu perfil na rede social Facebook para falar sobre as investigações e disse que tudo se trata de uma manobra do PT. “O ódio do PT nunca vencerá a esperança do nosso povo”.

Em entrevista coletiva, no dia 24,  o vereador voltou a citar o PT, ele disse sentir-se injustiçado e perseguido “politicamente” pelo Partido dos Trabalhadores. Sobre as denúncias, afirmou que, quem conhece a ONG sabe que ele apenas “apoia” e que nada que acontece lá “é vinculado a voto”.

Entenda o caso

O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) cassou no dia 23, o mandato do vereador e presidente da Câmara de Embu das Artes, Ney Santos (PSC) por compra de votos nas eleições de 2012. A votação foi unânime.

Para o relator do processo, juiz André Lemos Jorge, não restaram dúvidas de que o então candidato se valeu de evento beneficente promovido pela ONG Vida Feliz para angariar votos no município, em 2012, quando foram oferecidos serviços de atendimento médico, odontológico e estético à população. O nome de Santos constava em panfletos e faixas, vinculando seu nome à realização do evento.

Na época, a investigação apontou que nos eventos denominados ‘Carreata do Projeto Saúde’ eram disponibilizados exames médicos e cortes de cabelo em uma carreta móvel e que no local havia faixas com a inscrição ‘Apoio Ney Santos’.

Segunda vez. Essa é a segunda vez que o vereador Ney Santos sofre um processo de cassação. Em julho de 2013, a Justiça Eleitoral já havia cassado o mandado do político pelo mesmo motivo, porém em agosto do mesmo ano o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) anulou o processo após recurso do vereador. Na época Jomar Silva dos Santos (PSB) ocupou o lugar de Ney Santos.


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