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Esta coluna foi uma das primeiras publicações a alertar sobre o “golpe do boleto”, um tipo de fraude em que criminosos brasileiros alteram a linha digitada de boletos para desviar os valores pagos para contas fraudulentas. O golpe, que ocorre ao menos desde 2013, ainda acontece e há alguns cuidados importantes que podem ajudar a identificar a fraude.

Existem três meios de a fraude ocorrer:

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1. Quando você visualiza um boleto no navegador de internet, o vírus percebe o acesso a um boleto e troca os números em tempo real. O boleto que você passa a visualizar, portanto, não é mais um boleto legítimo e, caso você pague esse boleto, a conta não irá para a loja ou prestador de serviço contratado;

2. No momento de pagar o boleto, o vírus altera o código cadastrado em um pagamento no internet banking no momento do cadastro.

3. Golpistas atacam a própria infraestrutura de geração dos boletos das lojas e forneçam números incorretos aos clientes.

Para evitar a fraude nos dois primeiros casos, é bom lembrar das dicas de sempre para evitar pragas digitais: manter o Windows, navegador e plug-ins atualizados; manter o antivírus atualizado e exercer cuidado no acesso a links em e-mails. Se você tiver dúvida ao abrir um e-mail, não acesse o link.

Golpistas usam diversas artimanhas em mensagens fraudulentas para conseguir o “clique” das vítimas. Mesmo mensagens que parecem inofensivas – como algum “aviso de entrega de encomenda” inesperado -, pode ser uma fraude.

O terceiro caso é mais raro e, se isso acontecer, o problema é infelizmente do lojista ou prestador de serviço. Ele terá de arcar com o prejuízo.

Note que alguns serviços já são oferecidos com os chamados “boletos registrados“. Esses boletos são atrelados ao CPF e não podem ser alterados por vírus. Se alguma empresa que você contrata oferece esse serviço, use a opção de “boletos registrados” no seu internet banking para fazer os pagamentos – você não vai precisar nem digitar o código e isso evita que o boleto seja alterado na hora da visualização dele no navegador.

Outra dica é visualizar os boletos no seu celular. Muitas lojas enviam e-mails com links para o boleto. Basta abrir o e-mail no celular e seguir o link para ver se o código de barra confere com o que aparece no computador. Não há registro de pragas ou ataques em celular capazes de fazer a alteração de boletos, então isso também pode servir de diagnóstico para identificar se o seu computador está contaminado.

Por conta dessa fraude, algumas lojas também começaram a oferecer a linha digitada dos boletos diretamente nos e-mails ou no fim da compra para efeitos de comparação. Sempre que houver essa opção, aproveite-a. O golpe existe é difícil de detectar – vale usar todas as ferramentas que estiverem à disposição.


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