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Um universitário de Sorocaba, no interior de São Paulo, exibe com orgulho sua coleção de objetos eletrônicos. Aos 20 anos, Wilsians Humphreys é dono de aproximadamente 75 itens de marca só: a Apple. Através de barganhas e trocas na internet, o colecionador acumula desde os 14 anos vários lançamentos e peças raras da multinacional norte-americana. No entanto, a palavra venda está fora de cogitação.

Em entrevista ao G1, Wilsians, que separa e organiza cada objeto cuidadosamente, conta que o investimento  começou ainda com o iPhone 3GS em 2009, “meio que sem querer”. “Sempre gostei de colecionar, mas não esperava ter algo do tipo. Quando me dei conta, já estava com um iPhone 4, um iPod, em seguida uma televisão; e não parei mais. Vi isso como um desafio a conquistar”, revela o jovem que, no início, comprava os aparelhos com ajuda do pai.

Em meio aos lançamentos e desvalorização dos aparelhos antigos, Wilsians colocou em prática a estratégia da pechincha pela internet. Em frente ao computador, a negociação com internautas em busca de trocar o que não usava mais veio a calhar para reunir cada vez mais produtos.
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“Os mais raros são o Mac Cube, um computador de 1999 que custava U$3 mil e não vendeu muito, e o ‘Apple Stick’, um acessório em formato de pendrive de 2007. ‘No rolo’, eu dava produtos da marca ou até computadores”, relata. No entanto, a sorte também ajudou na relação de troca, juntando um material com qualidade e bem cuidado.

No ano passado, o estudante conseguiu até um certificado de técnico do IOS, sistema usado pela marca, depois de uma prova. Com o título, ele lembra que para dar continuidade à coleção e fazer a manutenção, tentou uma vaga para trabalhar em uma assistência técnica autorizada da marca. “Fui trabalhar lá para ter mais conhecimento, depois de ler inúmeras apostilas que são privadas aos funcionários”, lembra.

Após prova, ele conseguiu certificado de técnico (Foto: Carlos Dias/G1)Após prova, ele conseguiu certificado de técnico
(Foto: Carlos Dias/G1)

‘Nada à venda’
Cuidadoso, ele guarda todos os exemplares dentro de caixas, tudo completo e praticamente novo. Perfeccionista, nenhum objeto se repete, e faz questão de manter os aparelhos seguindo uma espécie de linha do tempo da evolução tecnológica. “Cada um tem o seu valor. Já cheguei a ir para a Califórnia, nos Estados Unidos, para comprar um iMac para trabalhar em edição de vídeos. Esse custou R$10 mil. Tem muito trabalho por trás disso”, brinca.

Com esforço, dinheiro e tempos invetidos, o colecionador nem cogita a possibilidade de venda e afirma que, de acordo com os novos que vão surgindo, a coleção tende a aumentar ainda mais. “Já me falaram em comprar alguns separados, mas nunca todos. Mas agora, vender, nem pensar. Já vi outras coleções menores que a minha sendo vendidas em aproximadamente R$100 mil. O sentimento é maior do que podem pagar pela minha”, finaliza.

Universitário conseguiu maioria por troca na internet (Foto: Carlos Dias/G1)Universitário conseguiu maioria por troca na internet (Foto: Carlos Dias/G1)
Jovem mantém tudo em caixas e organizados (Foto: Carlos Dias/G1)


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